nunca o não acontecido. alguém insinua.perdidos são os olhos da procura. desconhecidos – os gestos – apresentam a ordem dos talheres. a entrada é quente,sempre é quente. é mal etiquetado lamber as beiradas dos pratos. o tempo é uma dis-tensão artificial criada para driblar a mimese no raso da memória.
os quadros passam movendo placas de um diálogo mudo.a música é uma língua estranha para corpos desconhecidos. os pés arranham o assoalho e dígitos misturados no espaçosão combinados: és eram, agora são.
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10 Mais comentados, categoria: "Poesia"
entendo sua posição com o "diálogo mudo", no normal, e geral, não usaria. mas há uma rotina clichê no "casal de uns" que, no conjunto, fica mto necessária (ao menos na minha cabeça), então, "diálogo mudo" fica procedente. e como quase conta uma história - não o poema, mas todo o "casal..." - tomei como as placas de diálogos de filmes antigos, uma vez q há citação do "aurora" em alguns momentos... mas ainda não sei se funciona (contigo, não). e é isso. ou quase.
e o TT vai ficar pra crítica genética... pro genoma do bagulho.
"Diálogo mudo" já não me encanta. "Casal de uns" guarda sentidos e direções múltiplas. E vai se desguardando aqui no TT. Bacana.